Odisseu
o de muitas voltas
Feito de desvio e de retorno. Foi reconhecido pela cicatriz.
De Volta a Ítaca
Existe uma linha mestre que atravessa a sua história, da casa dos seus avós até seus maiores dilemas. São três dias na minha casa, com sete homens, pra seguir essa linha até o fim e voltar com o seu nome, seu lema de vida, revelado em uma frase.
Última turma neste formato: sete homens, na minha casa, por esse valor.
Você é um homem que entrega. Trabalha, sustenta, resolve.
Só que, olhando de perto, boa parte do caminho foi decidida por outra pessoa. A profissão que alguém abriu pra você. A faculdade que você terminou porque mandaram. A mudança de cidade que ninguém te perguntou se você queria.
Você sabe explicar a própria vida. Já leu Jung, já fez terapia, já contou a sua história em voz alta mais de uma vez. E fecha os capítulos difíceis com uma frase pronta: no fim deu tudo certo.
Começa curso e não termina. Pega a oportunidade nova com uma empolgação que dura até a segunda semana. Cuida de todo mundo e trava na hora de dizer que precisa de um tempo pra si.
E lá no fundo mora a frase que quase nenhum homem diz em voz alta:
depois que eu ajustar mais uma coisa, aí sim eu começo a viver de verdade.
Essa vida provisória estica até o fim, se ninguém interromper.
Toda vida tem uma linha que passa por dentro das cenas. Ela começa antes de você nascer, na história da sua família. Passa pelo lugar que você ocupou em casa quando era menino, atravessa a ferida que mais te marcou e chega até a decisão que você está adiando hoje.
Quem não enxerga essa linha vive cada crise como se fosse a primeira. Troca de emprego, de cidade, de relação, e o mesmo problema volta com outro rosto.
Quem enxerga reconhece o próprio padrão no começo, quando ainda dá pra escolher. Decide mais rápido, porque sabe o que é dele e o que é herança de outro.
Essa linha não aparece em livro nem em teste de personalidade. Ela só aparece nas suas cenas, contadas com idade, lugar e o nome de quem estava lá, e lidas por alguém que já viu esse desenho se repetir em mais de cem mitos e em mais de cem homens.
Ou-lê · Cicatriz
Quando Odisseu volta a Ítaca depois de vinte anos, ninguém reconhece o rosto dele. A ama Euricleia lava os pés do mendigo e reconhece o rei pela cicatriz na coxa, marca de um javali de quando ele era menino.
Em grego, cicatriz é οὐλή, palavra que vem de οὖλος: inteiro. A marca é o lugar onde a carne voltou a ficar inteira.
Por isso todo herói dos poemas antigos tem um epíteto. Odisseu era o de muitas voltas, porque foi feito de desvio e retorno. Aquiles era o dos pés ligeiros, e a pressa dele era também o motivo da vida curta. Uma frase que dizia, de uma vez, quem aquele homem era e o que ele tinha atravessado.
Você também tem uma marca dessas. Provavelmente é a coisa da sua vida que você menos escolheu e mais explica você.
O seu nome está escrito ali.Você nunca teve como ler.
Eu leio a vida de um homem como leio um mito. Mais de duas mil horas de atendimento, mais de cem mitos estudados, sete anos de Academia e mais de cem homens formados.
O método tem seis cantos. Em dezembro a gente trabalha três deles:
A Linhagem: o que veio de pais e avós, o que virou herança e o que virou dívida.
O Eu: o menino que você era antes de qualquer cargo, e a ferida que te marcou.
O Nome: o epíteto, a frase que diz quem você é e o que veio fazer.
O século, a cultura, o povo e a cidade em que você nasceu.
O que veio de pais e avós, o que virou herança e o que virou dívida.
Em dezembro
O menino que você era antes de qualquer cargo, e a ferida que te marcou.
Em dezembro
Em que ponto da jornada você está, qual mito espelha isso e qual é o convite do agora.
O epíteto, a frase que diz quem você é e o que veio fazer.
Em dezembro
O mapa das possibilidades e um plano de 90 dias pra conduzir em vez de reagir.
O século, a cultura, o povo e a cidade em que você nasceu.
O que veio de pais e avós, o que virou herança e o que virou dívida.
Em dezembro
O menino que você era antes de qualquer cargo, e a ferida que te marcou.
Em dezembro
Em que ponto da jornada você está, qual mito espelha isso e qual é o convite do agora.
O epíteto, a frase que diz quem você é e o que veio fazer.
Em dezembro
O mapa das possibilidades e um plano de 90 dias pra conduzir em vez de reagir.
Ele rodou em pedaços dentro das minhas mentorias por anos. Em setembro virou retiro pela primeira vez, com sete homens na minha casa. Agora abre a segunda turma, a última de 2026.
O fim de semana inteiro serve pra uma coisa: seguir a sua linha até o quinto canto e sair com o seu epíteto. Uma frase tirada da sua história, mais um pequeno poema do tamanho de um lema de cavaleiro.
O trabalho começa antes de você chegar. Você me manda as suas cenas, da infância, da linhagem e da ferida, e eu leio cada uma. Chego no retiro com três hipóteses de nome pra você, em ordem de aposta. Os três dias decidem qual delas se sustenta, porque nome de verdade se confirma no que você faz e fala na frente dos outros.
O epíteto nomeia o que sobreviveu à sua ferida, nunca a ferida. Ninguém sai daqui chamado de órfão, herdeiro ou sobrevivente. E ele não pode ser a casca com que você se apresenta há vinte anos: se os outros acertassem o seu nome na primeira hora de conversa, ainda estaria raso.
Curto o bastante pra você repetir de cor. Exato o bastante pra você decidir a partir dele. E impossível de achar sozinho, porque ninguém escuta o próprio nome sem testemunha.

Você provavelmente está imaginando uma frase de efeito. Não é isso. Um epíteto é curto porque foi destilado, não porque foi resumido. Ele nomeia o que você atravessou e o que aquilo te tornou capaz de fazer.
Três homens que você já conhece:
o de muitas voltas
Feito de desvio e de retorno. Foi reconhecido pela cicatriz.
o dos pés ligeiros
A pressa que fez a glória dele é a mesma que encurtou a vida.
o que lutou até o amanhecer
Segurou o anjo a noite inteira no vau do rio. Saiu de lá com outro nome e mancando da coxa para o resto da vida. A marca e o nome vieram juntos.
Três homens, três marcas, três nomes. O seu tem essa forma.


Não tem hotel, não tem palco, não tem crachá.
O retiro acontece na minha casa, um castelo de pedra antigo, um refúgio de paraíso na Serra Gaúcha, à beira de um lago. É o meu lar, e é também onde eu estudo, onde eu me inspiro e onde nasce cada aula que eu já dei. A biblioteca em que o conteúdo é criado é a mesma em que você vai sentar. Você entra na minha Ítaca.
Estar aqui já faz parte do trabalho. Três dias longe da tela e do escritório, com fogo, terra, água e comida de verdade, são também uma limpeza do corpo. A cabeça regenera junto.






Você come na minha mesa, conhece minha família, dorme no lugar onde eu escrevo e estudo. A mesma casa, os mesmos livros, a mesma fogueira.
E o trabalho de verdade quase sempre acontece nos intervalos. No café da manhã, na caminhada, na cozinha à noite. É ali que você fala a frase que não falaria numa sala de reunião, e é essa frase que eu preciso ouvir pra ler o seu quinto canto.
Uma sala pequena o bastante pra não ter plateia. Uma casa próxima o bastante pra você baixar a guarda.
Antes. Você responde um roteiro de reflexão com cenas da sua vida: que idade você tinha, onde estava, quem estava junto, o que você fez. Eu leio tudo e chego com as três hipóteses do seu nome.
1
A Linhagem
Os avós, o fogo de chão e um conto antigo
À mesa: Ceia da Brasa Viva
2
O Eu
O menino, a cicatriz e a fogueira
À mesa: Frango da Cova
3
O epíteto dito em voz alta e as cartas dos outros seis
À mesa: Costela de Fechamento
Sexta, 11 de dezembro · A Raiz. Chegada à tarde e a casa aberta. A gente começa pelos seus avós: o maior revés e a maior conquista de cada um, e o que deles você reconhece em você. À noite, fogo de chão no meio do mato e um conto antigo que acompanha o fim de semana inteiro.
À mesa: a Ceia da Brasa Viva, a primeira refeição do retiro: picanha no fogo, legumes assados na brasa e salada de folhas. De sobremesa, chocolate de coco e cacau feito à mão.

Sábado, 12 de dezembro · A Marca. O dia mais fundo. Começa antes do café, com alongamento e intenção ao amanhecer. De manhã, o menino que você era antes de qualquer cargo: o que te distinguia dos irmãos e dos primos, o que diziam de você. À tarde, a cicatriz. À noite, na fogueira, cada homem diz em voz alta a frase que engoliu a vida inteira, e depois queima o que ainda ocupa o lugar dele.
À mesa: o dia abre com caldo de ossos de tutano, ovos e café com ghee. No almoço, o Frango da Cova: enterrado desde cedo, embrulhado em folha de bananeira sobre pedra quente, quatro horas de fogo debaixo da terra. Na ceia, a Costelinha do Fogo Antigo, assada devagar na brasa. De sobremesa, mousse branca de ricota com tahine e mel.

Domingo, 13 de dezembro · O Nome. Uma meditação guiada pra receber a imagem e a frase, o epíteto dito em voz alta na frente dos sete, e cartas escritas à mão pelos outros seis homens.
À mesa: caldo quente e ovos no molho de tomate pra começar. Enquanto o café é servido, a Costela de Fechamento já está na brasa: costela bovina assada devagar, com fraldinha e legumes do fogo. Almoço às 11h30 e encerramento às 13h, depois do último almoço dos sete juntos.

Tudo sem glúten e sem pão de trigo. Carne de brasa, legumes inteiros, gordura boa e comida feita à mão, do jeito que se comia ao redor do fogo antes de existir restaurante.
30 dias depois. Encontro online de firmamento, os sete juntos. A gente vê o que o seu nome já virou de decisão e o que ainda precisa firmar.
Seu epíteto e o poema cavaleiresco que o sustenta.
O dossiê do seu quinto canto, com o epíteto e o poema escritos.
Seu mito pessoal, com o que ler e por onde entrar.
Seis cartas escritas à mão pelos homens que ouviram o seu nome da sua boca.
O encontro de firmamento 30 dias depois.
Toda proposta, convite e oportunidade passa a ter um filtro de uma linha. Você decide em minutos o que antes levava semanas. A crise deixa de ser caos e passa a ser um ponto conhecido de um padrão antigo. Você para de recomeçar do zero e para de precisar do próximo curso, porque o que você já estudou finalmente tem onde encaixar.
Todo dezembro você faz o mesmo balanço e promete que o próximo ano vai ser diferente. Em março a promessa já virou mais uma coisa pra ajustar.
Dessa vez dá pra fechar o ano com outra coisa na mão. Três dias numa casa de pedra na serra, fogo aceso à noite, comida na mesa, seis homens que vieram pelo mesmo motivo que você. No domingo você volta com o seu nome, a tempo de entrar em 2027 sabendo o que aceitar e o que recusar.
E esse formato acaba aqui. A partir de 2027 os retiros ficam maiores e o valor sobe bastante. Sete homens, dentro da minha casa, comigo lendo a história de cada um antes de ele chegar: essa é a última vez.
Em setembro, sete homens passaram três dias aqui. Alguns deles contam como foi.

“Fui achando que seria uma reunião de amigos. Lá dentro, o Adriano nos levou por perguntas até conclusões que eu nunca teria visto sozinho. Voltei com algo que eu achava que tinha perdido: conexão comigo e com o próximo.”

“Ele abriu as portas da casa dele, e eu abri cômodos meus que estavam fechados há muito tempo. Voltei aterrado, pronto pra executar.”






Ler cinco cantos de uma vida exige horas com um homem por vez. Eu preciso ter escutado o material dele antes, acompanhado ele de perto durante os três dias e revisado o nome dele depois. Com trinta homens isso vira palestra com exercício. Com sete, cada um tem banco de trabalho.
Foram sete em setembro. São mais sete em dezembro. Depois desse, o formato muda.
Restam 4 das 7.

Há mais de 15 anos eu estudo mito, símbolo e psicologia profunda. Há sete anos eu conduzo a Academia do Homem Virtuoso.
A Mitobiografia não nasceu de uma ideia. Nasceu de perceber que os homens que eu atendia sabiam mais sobre a jornada do herói do que sobre a própria vida. Eu passei a anotar o que se repetia entre eles, e entre os mitos, e entre culturas que nunca se falaram. Depois de alguns anos de anotação, o que sobrou foi um método: um jeito de ler a vida de um homem sem palpite.
Não incluso: transporte até Nova Petrópolis (a gente organiza caronas).

Meu escritório, onde dou aulas, estudo e crio. Tem lareira privada e porta exclusiva direto pro jardim.
Pix
R$ 6.800
Cartão: 12x de R$ 680
1 vaga

Quarto amplo e privado, com cama de casal queen.
Pix
R$ 6.500
Cartão: 12x de R$ 650
1 vaga

Cama de solteiro, quarto dividido com mais um homem.
Pix
R$ 6.200
Cartão: 12x de R$ 620
2 vagas
*Banheiro compartilhado em todos os quartos.
R$ 6.200
(valor da Estalagem no Pix)
11, 12 e 13 de dezembro · Nova Petrópolis, RS
Transporte não incluso, vamos organizar grupo de caronas com os participantes. O Retiro está apenas a 80km do aeroporto Salgado Filho de Porto Alegre.
Última turma neste formato. Restam 4 das 7.
Você sai com o seu epíteto escrito, o poema que sustenta ele e uma frase que você repete de cor. Difícil ficar mais concreto que um nome.
Então diz em uma frase, agora. Se travou, é exatamente esse o trabalho.
Você já gastou anos em vida provisória. Três dias é o desconto.
Não. Você precisa ter vivido a sua história. Os mitos eu trago.
Em 2027 o retiro fica maior e o valor sobe. Essa é a última turma em que eu leio sete homens de perto, na minha casa, e a única com esse preço.
São três, com vaga única na Torre do Escrivão (meu escritório, com lareira privada e porta pro jardim) e no Quarto da Oliveira (amplo e privado, cama de casal queen), e cinco vagas na Estalagem (cama de solteiro, dividido com mais um homem). O trabalho é o mesmo nos três, e o banheiro é compartilhado em todos. Escolha o que pesa pra você em privacidade.
Sim, no cartão, em até 12x, já com taxas. No Pix o valor é menor.
Você pode continuar sozinho. Um homem atento chega lá, só que leva anos, às vezes décadas, e a maior parte desse tempo se passa esperando o próximo ajuste.
Ou você pode fechar esse ano de outro jeito.
No domingo, 13 de dezembro, você volta pra casa com uma frase tirada da sua própria história, dita em voz alta na frente de seis homens que vão te cobrar. E quando alguém perguntar, na ceia de fim de ano, como foi o teu ano, você vai ter outra coisa pra contar além da lista do que entregou.
A partir de R$ 6.200. Restam 4 das 7, em três quartos.