Odisseu
o de muitas voltas
Feito de desvio e de retorno. Foi reconhecido pela cicatriz.
De Volta a Ítaca · Retiro de 3 dias · 7 homens
Você também tem uma marca dessas, e é nela que está escrito o seu nome. São três dias na minha casa pra ler a sua vida como se lê um mito. Você vai embora com o seu nome escrito em uma frase.
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Mais da metade das vagas já foi. Restam 3 das 7.
Você é um homem que entrega. Trabalha, sustenta, resolve, aparece quando precisam de você.
E mesmo assim tem uma coisa que não fecha.
Você leu Jung, leu os mitos, ouviu os podcasts, fez os cursos. Consegue explicar a jornada do herói pra qualquer um num jantar. E quando a sua própria vida trava, você não sabe dizer o que está acontecendo com você.
Cada crise chega como se fosse a primeira.
Cada decisão importante é tomada do zero, sem régua, no meio de dez opções todas defensáveis.
E de fora ninguém percebe nada, porque por fora está tudo funcionando.
No fundo mora a frase que quase nenhum homem diz em voz alta:
depois que eu ajustar mais uma coisa, aí sim eu começo a viver de verdade.
Você já conhece homens de cinquenta e poucos que ainda falam da mesma coisa que vão começar quando ajustarem mais uma.
Essa vida provisória estica até o fim, se ninguém interromper.
Falta você saber de que história você faz parte.
Enquanto a sua vida é uma pilha de eventos soltos, tudo depende da sua vigilância. Você controla porque não existe fio que segure as coisas no lugar sem você em cima. Quanto mais você entrega lá fora, mais batalha aqui dentro.
Um homem que sabe a própria história tem um lugar de onde ler qualquer coisa que aconteça com ele. Decide mais rápido. Sofre menos por confusão. Para de recomeçar do zero a cada volta.
Ou-lê · Cicatriz
Quando Odisseu volta a Ítaca depois de vinte anos, ninguém reconhece o rosto dele. A ama Euricleia lava os pés do mendigo e reconhece o rei pela cicatriz na coxa, marca de um javali de quando ele era menino.
Em grego, cicatriz é οὐλή, palavra que vem de οὖλος: inteiro. A marca é o lugar onde a carne voltou a ficar inteira.
Por isso todo herói dos poemas antigos tem um epíteto. Odisseu era o de muitas voltas, porque foi feito de desvio e retorno. Aquiles era o dos pés ligeiros, e a pressa dele era também o motivo da vida curta. Uma frase que dizia, de uma vez, quem aquele homem era e o que ele tinha atravessado.
Você também tem uma marca dessas. Provavelmente é a coisa da sua vida que você menos escolheu e mais explica você.
O seu nome está escrito ali.Você nunca teve como ler.
Eu passei os últimos anos construindo uma forma de ler a vida de um homem com a mesma precisão com que eu leio um mito. Mais de duas mil horas de atendimento, mais de cem mitos catalogados numa base própria, mais de cem homens formados na Academia do Homem Virtuoso.
A leitura começa de tão longe que você é um ponto no século, e termina tão perto que sobra uma frase só: a sua.
I
O Mundo
O século, a cultura, o povo e a cidade em que você nasceu.
II
A Linhagem
Pais e avós. O que virou herança, o que virou dívida, o que chegou aberto até você.
III
O Indivíduo
Nascimento, infância, setênios. O lugar que você ocupou em casa antes de poder escolher.
IV
O Presente
Em que ponto da jornada você está, qual mito espelha isso e qual é o convite do agora.
V
O Epíteto
Princípios da alma, vocação e lema de vida.
É aqui que o retiro mira
VI
O Próximo Capítulo
O mapa das possibilidades e um plano de 90 dias pra conduzir em vez de reagir.
Esse método nunca foi entregue inteiro pra ninguém. Ele rodou em pedaços dentro das minhas mentorias por anos. Essa é a primeira vez que ele acontece do primeiro ao sexto canto, em três dias, com sete homens.
O quinto.
Os quatro primeiros a gente levanta antes e organiza durante. O sexto a gente desenha no fim. Mas o retiro inteiro existe pra chegar no epíteto: uma frase, tirada da sua própria história, testada contra o seu mundo, a sua linhagem, a sua infância e a sua ferida. Junto dela, um poema curto, do tamanho de um lema de cavaleiro.
Curta o bastante pra você repetir de cor. Exata o bastante pra você decidir a partir dela.
É o canto mais difícil do método, e o único que praticamente não funciona sozinho. Ninguém escuta o próprio nome sem testemunha.
Você sai daqui sabendo dizer, em uma frase, quem você é e o que veio fazer.
Você provavelmente está imaginando uma frase de efeito. Não é isso. Um epíteto é curto porque foi destilado, não porque foi resumido. Ele nomeia o que você atravessou e o que aquilo te tornou capaz de fazer.
Três homens que você já conhece:
o de muitas voltas
Feito de desvio e de retorno. Foi reconhecido pela cicatriz.
o dos pés ligeiros
A pressa que fez a glória dele é a mesma que encurtou a vida.
o que lutou até o amanhecer
Segurou o anjo a noite inteira no vau do rio. Saiu de lá com outro nome e mancando da coxa para o resto da vida. A marca e o nome vieram juntos.
Três homens, três marcas, três nomes. O seu tem essa forma.
É pra você se:
Já fez o trabalho de base. Terapia, leitura, prática, alguma travessia.
Já foi atravessado por algo que te marcou de verdade. Sem cicatriz não tem o que ler.
Já construiu algo por fora e ainda assim sente que não é dono de nada por dentro.
Já cansou de estudar, e desconfia que mais um curso não vai resolver.
Não é pra você se:
Você quer descanso e churrasco.
Espera receber método pronto sem entregar material sobre a própria vida.
Quer ficar na plateia. Aqui não tem plateia, tem sete cadeiras viradas pra dentro.
Você está no meio de uma crise aguda e precisa de tratamento, não de leitura.
Não tem hotel, não tem palco, não tem crachá.







Você come na minha mesa, conhece minha família, dorme no lugar onde eu escrevo e estudo. A mesma casa, os mesmos livros, a mesma fogueira.
E o trabalho de verdade quase sempre acontece nos intervalos. No café da manhã, na caminhada, na cozinha à noite. É ali que você fala a frase que não falaria numa sala de reunião, e é essa frase que eu preciso ouvir pra ler o seu quinto canto.
Uma sala pequena o bastante pra não ter plateia. Uma casa próxima o bastante pra você baixar a guarda.
Antes. Você recebe um roteiro de reflexão e responde em áudio, no seu tempo, sobre o Mundo, a Linhagem e o Indivíduo. Você chega com a sua história levantada. Eu chego tendo escutado você.
Três dias na casa.
Dia 1, os cantos de fora: Mundo e Linhagem. A noite abre na fogueira.
Dia 2, os cantos de dentro: Indivíduo e Presente, mais o trabalho da cicatriz. É o dia mais duro.
Dia 3, o nome: os exercícios de destilação, a escrita do epíteto e do poema, o ritual em que cada homem é nomeado em voz alta pelo grupo, e o desenho do próximo capítulo.
30 dias depois. Encontro online de firmamento, os sete juntos. Seu nome passou por um mês de vida real, então a gente refina o que ficou frouxo e crava o compromisso.
Seu epíteto e o poema cavaleiresco que o sustenta.
O dossiê da sua Mitobiografia, os seis cantos escritos.
Seu mito pessoal, com o que ler e por onde entrar.
A leitura do seu momento: onde você está na jornada, qual a armadilha e qual o convite.
O mapa do próximo capítulo e um plano de 90 dias.
Seis testemunhas que ouviram a sua vocação da sua boca e sabem o que te cobrar.
O encontro de firmamento 30 dias depois.
Toda proposta, convite e oportunidade passa a ter um filtro de uma linha. Você decide em minutos o que antes levava semanas. A crise deixa de ser caos e passa a ser um ponto conhecido de um padrão antigo. Você para de recomeçar do zero e para de precisar do próximo curso, porque o que você já estudou finalmente tem onde encaixar.
Ler seis cantos de uma vida exige horas com um homem por vez. Eu preciso ter escutado o material dele antes, acompanhado ele de perto durante os três dias e revisado o nome dele depois. Com trinta homens isso vira palestra com exercício. Com sete, cada um tem banco de trabalho.
São sete neste ano. Não sete por mês.
Mais da metade das vagas já foi. Restam 3.

Há mais de 15 anos eu estudo mito, símbolo e psicologia profunda. Há sete anos eu conduzo a Academia do Homem Virtuoso.
A Mitobiografia não nasceu de uma ideia. Nasceu de perceber que os homens que eu atendia sabiam mais sobre a jornada do herói do que sobre a própria vida. Eu passei a anotar o que se repetia entre eles, e entre os mitos, e entre culturas que nunca se falaram. Depois de alguns anos de anotação, o que sobrou foi um método: um jeito de ler a vida de um homem sem palpite.
Três dias na minha casa, prework em áudio, acompanhamento individual, o ritual de reconhecimento, o dossiê da sua Mitobiografia, seu epíteto e o encontro de firmamento 30 dias depois.
R$ 4.900
Você responde cinco perguntas curtas. Eu leio. Se fizer sentido, eu te mando o link de pagamento e o roteiro do prework. Se não fizer sentido, eu te digo por quê.
Mais da metade das vagas já foi. Restam 3 das 7.
Você sai com os seis cantos escritos e uma frase que você repete de cor. Difícil ficar mais concreto que um nome.
Então diz em uma frase, agora. Se travou, é exatamente esse o trabalho.
Você já gastou anos em vida provisória. Três dias é o desconto.
Não. Você precisa ter vivido a sua história. Os mitos eu trago.
A próxima vai ser maior. Essa é a única em que eu leio um homem por vez com esse tempo.
Você pode continuar sozinho. Vai chegar lá, um homem atento chega. Só que sozinho isso leva anos, às vezes décadas, e a maior parte desse tempo se passa em vida provisória, esperando o próximo ajuste.
Ou você pode fechar esse ano de outro jeito.
Em dezembro, se alguém sentar do teu lado no fim da noite e perguntar quem você é, você responde com uma frase. Curta, tirada da sua própria história, dita antes em voz alta na frente de seis homens que ouviram e vão te cobrar.
A diferença entre as duas coisas é a diferença entre estar de passagem pela própria vida e reinar sobre ela.
Restam 3 vagas.
R$ 4.900 · 3 vagas